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As 8 melhores modas de viola de todos os tempos

Música / viola
19.01.2017

Para quem ama o universo caipira e está sempre com o som ligado nas músicas sertanejas, chegou a hora de conhecer as 8 melhores modas de viola de todos os tempos. Algumas ficam na memória e marcam nossos anos com muita animação e alegria.

A moda de viola é uma modalidade da música caipira produzida no Brasil, representando o maior símbolo desta musicalidade.Quer relembrar o que rolou de mais marcante nas modas de viola em todos os tempos ?

O que são modas de viola?

Desenvolvida na década de 30, as primeiras modas de viola foram por Cornélio Pires. É uma expressão da música caipira sertaneja. Sendo composta de solos de viola e versos extensos com alguns refrões, além de um longo conteúdo que narra eventos de natureza histórica. Também é representada com alguns fatos de destaque que ocorrem nos grupos que produzem estas modas. É conhecida como a verdadeira “canção do campo”.

Especialmente conhecida nas regiões centro-oeste e sudeste, as modas de viola são previamente escritas e decoradas. Já no Nordeste, os cantadores cantam de improviso.

As modas tratam de três temas muito presente no cotidiano do povo sertanejo: a vida do boiadeiro, a luta do homem do campo e as pequenas e interessantes histórias que sempre envolvem a morte e o amor.

Vários estilos musicais sertanejo derivam da moda de viola: música caipira, a sertaneja, a de raiz, entre outras. As modas são, em sua maioria, entoadas em duas vozes, acompanhadas pela viola.

As 8 melhores modas de viola de todos os tempos:

1 – Rei do Gado | Tião Carreiro e Pardinho

A canção foi tema de abertura da novela do mesmo nome. A música foi regravada por diversos cantores famoso do gênero da música caipira, como a Orquestra da Terra e Tonico & Tinoco.

Conta a história de um Peão “trazendo na testa o pó da viagem” chegou em um bar, onde se encontrava o “Rei do Café”. Um “granfino” falou para todos ouvirem, que não acreditava em tal acontecimento, pois o peão não tinha bom senso e não era bem vindo naquele bar que só frequentava pessoas de alto nível.

O Peão foi sábio e respondeu à altura: “Essa riqueza não me assusta topo e aposto qualquer parada”. Pagou a pinga com mil cruzeiros e pediu que o garçom ficasse com o troco. “Quem quiser meu endereço que não se faça de arrogado. É só chegar lá em Andradina e perguntar pelo “Rei do Gado”.

2- Nelore Valente | Dino Franco e Mouraí,

Conta a história do homem do campo, que trabalha na lida e cuida do gado. O pequeno peão, junto de seu avô, foi ordenado pelo chefe fazendeiro para matar o animal doente. Porém, ficaram com dó de matar o bichinho e levaram-no para sua casa. Trataram o bezerro com ervas e “benzimentos”, e o caso foi resolvido. O pequeno peão eo avô foram demitidos, por não cumprirem a ordem do fazendeiro. Porém, em pouco tempo arranjaram outro serviço. Continuaram a tratar o animal com muito amor e carinho. E em pouco tempo o animal foi crescendo e ficando “Bonito, forte, troncudo”.

Até que um dia um homem veio gritando pedindo socorro. Seu carro havia caído na ribanceira e seu filho estava prensado. O boi conseguiu tirar o menino vivo e o homem queria comprar o boi. Porém, o pequeno peão disse:”Ele não tem preço, a razão vou lhe explicar. A bondade do vovô, veio o seu filho salvar. Esse nelore valente é o bezerrinho doente, eue o senhor mandou matar.”

3 – Moça Boiadeira |  Raul Torres & Florêncio

Conta as dificuldades dos homens do campo no trabalho da lida. A histórias de peãos de fazenda que foram marcar o gado, e em uma vaca consegue fugir do rebanho. Na procura pela vaca, o jovem conhece uma “boiadeira”. Que veio toda sorridente, dizendo: “Me diga onde foi a vaca, que eu já passo uma trapêra”. A moça logo encontrou a vaca e a trouxe de volta, os peões ficaram todos espantados por ver tamanha coragem e beleza. O peão agradeceu a moça e quando ia embora, resolveu dar quinhentos cruzeiros para a boiadeira. Porém, ela disse: “Seu moço guarde o dinhêro, que eu não sô interessêra. Leve sua boiada embora e descurpe da brincadêra”.

4 – Sapato 42 | João Mulato e Douradinho

Conta a história do Tião que mostrou a seu amigo uma coleção de sapatos velhos, que “com minha mãe começou. Meus primeiros sapatinhos com amor e com carinho foi minha mãe que guardou”. Cada sapato conta um pedaço da história de Tião: “O retrato dos meus pés em cada sola estampado”. Porém, foi quando ele calçou o número 42 que seu sonho morria (sua mãe).

5 – Minha Vida |  Vieira e Vieirinha

Conta a história de vida dos cantores, que amavam a vida no campo. Desde sua infância até a vida adulta. Porém, com quinze anos foi para a cidade trabalhar no bar. Ele conta que a única coisa que fez bem em sua vida, foi sua companheira. Depois, passou por tantos outros trabalhos e até como pedreiro, mas em nenhum se deu bem. Porém, foi na viola caipira que conseguiu se encontrar.

6 – Boi Soberano |  Zé Carreiro e Carreirinho

Conta da saudade que sente de quando era boiadeiro e vivia viajando. Nunca se via tristeza, pois vivia viajando. Ele se lembra de uma viagem, em que no meio de 600 bois cuiabanos, tinha um “boi preto, por nome de Soberano”. Na hora do embarque, o dono do boi foi logo avisando: “Este boi é criminoso, já me fez diversos danos”. Os peões foram preocupados, já que carregavam um boi bandido.

Quando chegaram em Barretos, a boiada estourou. Quem ia à frente da bagunça era o Soberado. Naquela grande confusão, os comércios da cidade foram fechando, as pessoas saiam correndo. porém, no meio da rua, estava um menino brincando. O menino desmaiou, e Soberano ficou na frente do pequeno. Enquanto, a boiada passava enlouquecida, Soberano protegeu o menino.

7- Catimbau | Liu e Léu

Conta história de uma casal de apaixonados: Rosinha e Catimbau. Rosinha era rica e granfina; enquanto Catimbau, um “coitado, capataz de uma fazenda, mas trabalhador honrado”. Catimbau conheceu Rosinha e foi logo lhe pedindo um beijo, mas ela disse: não.

Porém, de tanto ele insistir ela disse sua decisão: “vamos deixar para outro dia, para as festas de São João.”.

Chegou o grande dia, Rosinha estava ainda mais linda, “como uma flor parecia”. De repente, no meio da festa o pai da moça foi soltando um desafio: “quem queria

mostrar ciência no laço, pra laçar o boi Ventania e os vaqueiros amedrontados, todos eles se escondiam.”

Catimbau não queria, mas encorajado pela moça disse: “Eu vou laçar esse touro pra te mostrar quem sou eu, mas depois eu quero o beijo que você me prometeu.” Porém, Catimbau ao laçar o boi, acabou decepando a cabeça do animal. Rosinha deu um beijo triste no amado. “E este é fim de uma estória dando provas que se amou Rosinha e Catimbau, que a morte separou.”

8 – Padecimento  |  Tião Carreiro e Pardinho

A música retrata bem a história da moda de viola. Que é entoada por uma dupla entre os sons do instrumento. Essa moda retrata muito bem os três temas da vida no campo:  a vida do boiadeiro, a luta do homem do campo e as pequenas e interessantes histórias que sempre envolvem a morte e o amor, além da natureza.

Sabemos que as listas e seleções são difíceis de agradar a todos os gostos. Por isso, queremos saber: o que acharam sobre as 8 melhores modas de viola de todos os tempos? Faltou alguma específica? Deixe sua opinião nos comentários!

 

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