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Entrevista com Bruno e Barretto: foguete do sertanejo universitário

Música
11.03.2016

O chamado sertanejo universitário revelou novos artistas, que têm se destacado pela iniciativa de fazer diferente no meio musical, transformando cada vez mais o mercado da música. Com inspirações vindas de quem já entende do assunto, como Zezé Di Camargo e Luciano, Tião Carreiro, Milionário e José Rico, a dupla Bruno e Barretto mostra em suas músicas uma levada mais acelerada, alegrando a galera, mas sem perder a característica original.

E tem dado certo! O primeiro show da dupla foi no dia 19 de abril do ano passado, no Rodeio de Mirante do Paranapanema (SP). Prestes a comemorar um ano de estrada, com um sucesso notável como artista independente mais tocado no Brasil, a dupla fechou o ano com dois sucessos nas rádios, que foram “Farra, Pinga e Foguete” e “Eu quero é Rolo” e mais uma gravação do DVD “A Força do Interior”, em Londrina (PR), com quase 20 mil pessoas.

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Nós entrevistamos essas figuras e eles compartilharam com o blog Brasil Cowboy um pouco de como tem sido essa experiência em suas vidas. Confira:

Qual foi o primeiro contato da dupla com a música?

BRUNO – Eu toco violão desde pequeno, de uns 12 anos. Nunca imaginei viver de música. Assim como tenho consciência de que se não der certo, vou seguir minha vida de antes, tranquilamente.

BARRETTO – Eu sempre cantei nas horas de folga, mas também não tinha ideia de ser cantor. Só quando postei uns vídeos na internet e o pessoal começou a curtir que eu vi que podia dar certo.

Como a dupla se conheceu?

BARRETTO – A gente se conheceu em uma festa na casa de uns amigos em comum. Foi em agosto de 2014. Logo a sintonia bateu. Cantamos juntos pela primeira vez e achamos que as vozes se encaixaram bem. Já estava procurando uma dupla e o Bruno chegou na hora certa.

Sertanejo universitário

Foto: Mauricio Antonio

Qual foi o momento da vida da dupla em que vocês decidiram deixar de lado a faculdade e seguir carreira no mundo da música sertaneja?

BRUNO – Na verdade, foi quando a gente começou a não conseguir conciliar as coisas (risos). Ficou difícil estudar e sair pra estrada fazer show. Mas neste ano ainda estou pensando em voltar e pelo menos terminar a faculdade.

A dupla Bruno e Barretto tem quanto tempo de estrada, exatamente? Quais são os frutos já colhidos além de todo esse sucesso, com tão pouco tempo de estrada?

BARRETTO – Nosso primeiro show foi em 19 de abril do ano passado e é a partir dele que contamos nosso tempo de carreira. Os frutos que colhemos foram demais. Nunca imaginamos terminar 2015, com menos de um ano de carreira, como o artista independente mais tocado no Brasil e ainda por cima com duas músicas fazendo sucesso nas rádios. Tanta gente demora para emplacar uma e nós fechamos o ano logo com duas. É coisa de Deus mesmo.

BRUNO – Tivemos também a gravação do nosso DVD que foi bonito demais. Colocamos quase 20 mil pessoas lá (Rodeio de Mirante do Paranapanema – SP), e até tremia as pernas ver aquele tanto de gente cantando e curtindo.

“Farra, Pinga e Foguete” foi o hit que estourou e foi o primeiro álbum também, certo?! Quero saber: a composição é da dupla? Tem inspiração em alguma história? Aliás, vocês costumam compor? Se sim, de onde vem inspiração?

BRUNO – A composição não é nossa. É do Paulo Neto (Fiapo), Gustavo Protásio e Thales Protásio. A gente não costuma compor.


Quais os artistas que inspiram vocês? Tem algum artista que inspira a dupla fora do sertanejo?

BRUNO – A minha maior inspiração é o Zezé Di Camargo. Sou fã demais da dupla e eu sonho em conhecê-los.

BARRETTO –  Um dos meus ídolos é Tião Carreiro. Milionário e José Rico também são brutos demais.

Quais são os projetos para 2016 e o que a dupla espera para este ano? Alguma novidade para os fãs?

BARRETTO – Tem DVD chegando pros fãs. É nosso primeiro, mas já vem outro logo logo. Pensamos em gravar outro no fim do ano em Jurerê (SC).

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Com tantas duplas sertanejas no mercado e com tanta renovação no meio musical, o que vocês acham que o público viu de diferente na dupla Bruno e Barretto?

BRUNO – A gente só tem a agradecer a Deus. É coisa dele. Com tanta gente boa, ele iluminou nosso caminho. Mas uma coisa que chamou atenção na nossa música foi o timbre do Barretto. É diferenciado.

Bruno e Barretto

Foto: Mauricio Antonio

Vocês acham que o chamado sertanejo universitário abriu portas para novos artistas?

BARRETTO – Com certeza o pessoal mais jovem começou a ouvir e gostar de sertanejo por causa da renovação que teve. Com essa aceitação, o sertanejo virou a música número um do país e abriu espaço para mais artistas.

Para finalizar, como a dupla define Bruno e Barretto?  

BARRETTO – A gente é bruto! (Risos) Com a gente é farra, pinga e foguete.

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