Blog

8 nomes do sertanejo raiz que nós amamos

Mundo Country / Música
12.09.2016

A moda hoje é o som sertanejo com pegada mais pop e arrocha, com nomes como Michel Teló, Jorge e Matheus, Luan Santana e Gustavo Lima no sertanejo universitário. Mas a essência vem de muito antes. O sertanejo raiz é o começo de tudo, com as duplas caipiras que cantavam causos, às vezes tristes, outras vezes apaixonados.

Nós separamos dez nomes do sertanejo raiz que amamos para relembrar as modas de viola.

8 nomes do sertanejo raiz para começar bem a semana

01- Tião Carreiro e Pardinho

Foi em 1954 que nasceu uma das duplas mais importantes do sertanejo raiz, quando Tião Carreiro conheceu Pardinho em Pirajuí, em São Paulo. Em 1956, eles foram para a capital tentar o sonho e gravaram seu primeiro disco.

Tião Carreiro era José Dias Nunes, nascido em Minas Gerais, no ano de 1934. Aprendeu sozinho a tocar viola na adolescência e em 1950 já se apresentava no circo. Teve vários parceiros de dupla, mas foi com Pardinho que alcançou maior sucesso. A discografia de Tião conta com mais de 45 discos e é inspiração para muitos amantes da música sertaneja.

Pardinho, parceiro de Tião Carreiro, na verdade se chama Antônio Henrique de Lima. Começou a carreira com nome de Miranda, em parceria com Zé Carreiro, para um concurso da rádio Tupi. Depois adotou o apelido tão conhecido e fez muito sucesso.

02- Tonico e Tinoco

Os irmãos João Salvador Perez e José Perez são os violeiros que formavam a dupla Tonico e Tinoco. A paixão pela música veio por influência dos avós maternos que alegravam festas de família com o som da sanfona. Quando começaram a tocar, formavam um trio com o primo, Miguel, o “trio da roça”.

728x90

Depois, entraram em um concurso da Rádio Difusora de São Paulo, já como dupla, os “Irmãos Perez”. Eles foram classificados e muito aplaudidos pelo público.

A dupla tem tanta importância para a música sertaneja que foi criado um museu para eles. O museu fica em Pratânia, em São Paulo.

 

03- Trio Parada Dura

O Trio Parada Dura começou em 1971, quando o sanfoneiro Carlos Alberto Mangabinha Ribeiro se uniu com a dupla  Delmir e Delmon. Mas a formação do grupo logo mudou e a dupla foi substituída por Creone e Barrerito.

Creone, Barrerito e Mangabinha formaram o trio de maior sucesso do sertanejo com músicas como “as andorinhas voltaram” e “fuscão preto”.

O trio foi reformulado e com o passar do tempo alguns integrantes foram mudando. Hoje, ainda tocam, com Creone, que é o mais velho integrante do grupo, o Parrerito, irmão do falecido Barrerito e,  na sanfona, característica do trio, Carlos Resende, apelidado de Xonadão.

4-Pena Branca e Xavantinho

A dupla é formada pelos irmãos mineiros José Ramiro da Silva e Ranulfo Ramiro da Silva. Foi em 1958, ainda sem o nome da dupla, que participaram pela primeira vez de um programa de rádio.

Na década de 60 fizeram shows em várias cidades, mas foi em 1970 que gravaram o primeiro disco e adotaram o nome de Pena Branca e Xavantinho.

A dupla, reconhecida por músicas como “o rei do gado” “luar do sertão” e “cio da terra”, recebeu vários prêmios no decorrer da carreira, chegando a participar do festival MPB Shell.

5- Pedro Bento e Zé da Estrada

A dupla, formada por Joel Antunes Leme e Valdomiro de Oliveira, surgiu em 1956 e em 1957 gravou seu primeiro disco. No mesmo ano gravou também o segundo, com a música “seresteiro da lua” considerada um dos grandes sucessos da dupla.

Eles se conheceram no ano de 1954, em um programa da rádio paulista Cruzeiro do Sul.

Conhecidos por mesclar as raízes sertanejas com ritmos latinos, a dupla adotou o visual dos violeiros mexicanos, usando em seus shows o sombreiro que se tornou marca registrada de Pedro Bento e Zé da Estrada.

Entre os sucessos interpretados pela dupla estão as músicas “Sonho do Matuto”, “Boi Soberano” e “Romaria”.

6- Liu e Léu

Chamados pelos radialistas de “a expressão máxima da música sertaneja”, a dupla é formada pelos irmãos Lincoln Paulino da Costa e Walter Paulino da Costa, nascidos em Itajobi no interior de São Paulo.

Eles tiveram importante papel na disseminação da música caipira nas rádios na década de 60. Os irmãos participaram de vários programas na época levando músicas como “O Ipê e o Prisioneiro” para todo o Brasil.

A música “Meu Ranchinho” foi premiada como a melhor música de 1962. Então, surgiu a oportunidade de gravar o primeiro LP. Liu e Léu também foram indicados, em 2003, ao Grammy Latino, na categoria de melhor álbum regional com o disco Jeitão Caboclo.

7- Délio e Delinha

O casal do sertanejo raiz é formado por José Pompeu e Delanira Gonçalves Pompeu, nascidos em Maracaju, no estado de Mato Grosso do Sul.

A carreira artística começou logo após o casamento na década de 50. Délio e Delinha cantavam em festas no interior e mais tarde em programas de auditório. Os dois se mudaram para São Paulo, onde deram início às participações em rádios, que popularizou a dupla, o que os levou a gravar, em 1959, seu primeiro disco.

728x400

Délio e Delinha se divorciaram depois de 25 anos juntos. A separação, porém, não aconteceu no mundo da música. Eles se reuniram em 1978 e ainda gravaram um dos seus grandes sucessos, “O Sol e a Lua”

8- Inezita Barroso

A presença feminina na moda de viola não fica de fora. Com a marcante voz e destreza no instrumento, Ignez Madalena Aranha de Lima nasceu em São Paulo e começou a cantar ainda pequena, aos sete anos. Sua carreira começou na década de 40, quando cantava em rádios.

Foram mais de 80 discos gravados em 60 anos de carreira. Além, de cantora, Inezita era musicista, compositora e apresentadora de televisão. Iniciou a carreira na TV Record e passou por várias emissoras, até chegar ao seu maior sucesso na TV Cultura. Na emissora apresentou o programa “Viola, Minha Viola”

Entre seus maiores sucessos estão as músicas “Lampião de Gás” e “Moda da Pinga”

Nós fizemos uma playlist completa com mais algumas músicas desses cantores sertanejos que tanto amamos:

Eita modão bom que deixa saudade! Conte para gente nos comentários qual seu sertanejo raiz favorito.

compartilhe o post

Comente Pelo Facebook