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8 modalidades de esporte country para os Cowboys e Cowgirls

Esporte
16.05.2016

O esporte é um componente importante do estilo de vida do cowboy, proporcionando recompensas sem medidas: aventura, natureza e limite do corpo são alguns dos elementos da prática de esportes country. Nós selecionamos alguns para você saber um pouco mais sobre eles:

     1.Laço de Bezerro ou Calf Roping:

Uma modalidade de rodeio bem conhecida, essa prova exige do cowboy precisão e agilidade. O principal objetivo é laçar o bezerro e desmontar o animal no menor tempo possível. O Laço de Bezerro teve início nos Estados Unidos da América, cuja ideia vem do trabalho diário dos fazendeiros na lida com o gado de reprodução. Os rancheiros e peões se orgulhavam de suas habilidades e rapidez com que laçavam e amarravam os bezerros. 

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Na competição, o Laço em Bezerro acontece da mesma forma, porém com alguns diferenciais.  O peão, montado em um cavalo, aguarda a entrada do bezerro na arena. O cavaleiro emite um sinal com a cabeça, autorizando a solta do bezerro. Logo em seguida, o cavaleiro sai em galope perseguindo o animal solto a fim de laçá-lo, derrubá-lo e amarrá-lo. Ao laçar o bezerro, o peão desce do cavalo, segura o animal com a mão, derruba-o, e com a peia presa na cintura, amarra três ou quatro patas do filhote, imobilizando-o por seis segundos. Se o bezerro escapar, o competidor é desclassificado. Uma boa média para terminar a competição é de 7 a 8 segundos.

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         2. Bareback

 Foto – André Monteiro

Foto – André Monteiro

O Bareback é uma prova vinda dos EUA. A introdução dessa modalidade no Brasil é atribuída a João Henrique Gianasi, que aprendeu as técnicas na América do Norte e, de volta ao Brasil, conseguiu colocar o Bareback nas etapas do rodeio universitário. Isto fez com que a modalidade se popularizasse e ganhasse muitos adeptos.

 

Essa modalidade consiste em uma montaria sobre o pelo do cavalo onde o competidor, logo que sai do brete, posiciona as duas esporas, sem pontas, no pescoço do cavalo. Após posicionar as duas esporas no pescoço do animal, ele simultaneamente puxa as esporas, fazendo com que as pernas alcancem a alça do bareback, que é uma alça de couro sobre o cavalo posicionada na cernelha do animal. Esta alça é segurada com uma das mãos como ponto de apoio para o cowboy. A prova também é cronometrada e durante o tempo corrido o competidor tem que ficar sobre o animal, esporeando-o, de maneira que elas corram livremente pelo pescoço do cavalo. 

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        3.Três Tambores:

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Rafaela Slaviero, campeã de Três Tambores no Rodeio de Colorado.

A competição de Três Tambores iniciou-se nos Estados Unidos, em 1948 por um grupo de mulheres. Trata-se de uma corrida contra o tempo, sendo vencedora apenas a competidora que contornar os três tambores em um percurso triangular preestabelecido, no menor tempo possível. 

De acordo com Flávia Cajé, uma das diretoras da ANTT, existem cerca de 280 competidoras afiliadas à associação. Para entrar para a ANTT é muito simples, basta que a competidora vá até uma das etapas da associação e faça a sua afiliação. Um dos maiores benefícios de ser afiliada é em relação a um prêmio de cerca de 100 mil reais para a finalista da Prova de Três Tambores. A competidora só terá acesso a tal benefício caso seja afiliada e esteja entre as 20 semifinalistas da prova.

Flávia Cajé destaca alguns pontos importantes para uma competidora iniciante ter sucesso. “Ter foco, dedicação, que uma hora o objetivo bate à porta. Não é fácil competir,  principalmente no Brasil, onde temos tantas competidoras com alto nível. Para uma iniciante esse sonho parece tão distante, mas com garra, força e dedicação você chega lá”, destaca.

A Campeã da ANTT no Rodeio de Colorado, Rafaela Slaviero, revelou que o segredo para o sucesso na competição consiste em mutia dedicação, treino e, principalmente, amor ao que faz. O diferencial de toda competidora está na sua concentração e foco nas competições. Ela revela que treina diariamente com seus cavalos, isso desperta a intimidade e aprendizado constantes que têm com os animais. Mesmo quando ela não está presente, eles são exercitados por outro profissional. Sua inspiração de sucesso são todos os competidores que dão o melhor de si.

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          4.Laço em Dupla ou Team Roping:

Seu surgimento se deu em terras de gado americano. Não era popularmente usado como esporte, e seu intuito era auxiliar a lida e o dia a dia dos cowboys, assim como o Laço de Bezerro. Para dominar o animal, o laçador joga a corda na cabeça do bovino (para evitar chifradas), enquanto outro lança a corda nos pés (para evitar o coice). Dentro de uma arena os bois são movidos por um corredor estreito até chegarem em um brete. Do lado esquerdo do brete fica o cabeceiro (responsável por laçar a cabeça do animal) e do lado direito fica o pezeiro (responsável por laçar as pernas do animal). A prova é cronometrada e vence a dupla que laçar o animal no menor tempo possível. Assim que os dois cowboys executarem a laçada, ambos devem estar virados de frente com o boi, imobilizando o animal. Team Roping é o único evento de rodeio em que homens e mulheres competem juntos.

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           5.Bull Riding:

Foto: Anthony Behar/Sipa USA/AP

Foto: Anthony Behar/Sipa USA/AP

Vinda do Velho México aos rodeios modernos, a montaria em touro se tornou um esporte em crescimento. Tipicamente americana, chegou ao Brasil na década de 70, e atualmente, tem atraído diversos cowboys. A regra é simples: o competidor deve ficar montando no touro por oito segundos. Se encostar a mão erguida em qualquer parte do corpo ou do animal, é considerado apelo e será eliminado. O competidor não pode demorar a sair do brete, nem se utilizar de apoios, caso isso ocorra, ele pode ser desclassificado. Prender a espora na corda ou utilizar de equipamentos que coloquem em risco a integridade física dele e do touro serão considerados itens de eliminação.

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         6.Bulldoging:

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Essa modalidade de esporte é muito antiga. Famosa pela utilização dos cavalos Quarto de Milha, que são considerados rápidos e muito fortes para essa modalidade. No Bulldogging um cavaleiro  montado sobre o cavalo persegue um boi, pula do cavalo em cima do boi torcendo seus chifres até dominá-lo e derrubá-lo.

Em dupla, um cowboy faz o trabalho de esteira e o outro salta de um cavalo em movimento, em cima da cabeça do animal, derrubando-o e virando seu pescoço para o chão. Após o cavaleiro ter pulado,  ele deverá fazer com que o boi pare de alguma forma. Ganha quem terminar a prova mais rapidamente. O recorde mundial é de 2,4s.

        7.Freio de Ouro:

Foto: Fagner Almeida

Foto: Fagner Almeida

É um evento criado e controlado pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). A modalidade Freio de Ouro é firmada como o grande acontecimento da maior raça de equinos do Rio Grande do Sul. Desse modo, o esporte vem evoluindo, se tornando cada vez mais competitivo e conquistando cada vez mais adeptos da raça Crioulo.

A prova Freio de Ouro é realizada em três certames: as provas credenciadoras; classificatórias e a final do Freio de Ouro. As provas são divididas em muitas etapas analisando a morfologia e diversos outros aspectos do animal. Nelas, serão comprovadas as habilidades de cavalo e ginete, reproduzindo nas pistas o trabalho do animal no campo. É um conjunto de provas que testam a doma, a resistência, a docilidade, a aptidão e a coragem, que formam a funcionalidade do cavalo crioulo.

         8.Laço Comprido:

Foto: Everton Souza Marita/especial JM

Foto: Everton Souza Marita/especial JM

O esporte surgiu como uma necessidade do homem do campo. Existem muitas histórias de laçadores relatando que antigamente as fazendas não eram cercadas, e por isso o gado se tornava ‘arisco’ e, muitas vezes, fugia. Como não havia cercas, a única forma de pegá-los era utilizando o laço. Os homens campeiros fizeram dessa atividade uma arte que foi sendo transmitida de geração em geração.  

A prova é realizada em uma pista onde correm os laçadores e bovinos, conhecida como cancha. O competidor tem cerca de 30 metros para fechar a laçada em torno dos chifres do boi. Essa competição é de pura precisão e envolve duas fases: uma fase classificatória e uma fase final eliminatória. Ganha o laçador que tiver 100% de aproveitamento na fase final.

Para Valmir Junior, que já foi campeão nas competições estaduais de Mato Grosso do Sul de Laço Comprido em 2013, o segredo do sucesso está na dedicação e força de vontade, sempre buscando aprimorar em um cavalo muito bem preparado e alimentado para que possa seguir em frente e conquistar o melhor. Os treinamentos são essenciais, porém os meios de transporte dos animais para a competição devem ser de boa qualidade, para que não estresse o animal.

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