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Conheça as regras e a origem dos Três Tambores

Esporte
24.02.2015

Três Tambores é uma prova de rodeio que traz charme e elegância para dentro da arena, pois é a única que tem participação feminina (homens também participam). Esta prova combina a habilidade atlética do cavalo e da amazona para contornar os três tambores, em um percurso triangular preestabelecido, no menor tempo possível.

A contagem é feita por um dispositivo eletrônico e começa quando o focinho do cavalo cruza a linha de partida. A medida oficial entre os tambores é de 27,50m entre o 1º e o 2º, e de 32m entre o 2º e o 3º, podendo variar conforme a disposição da pista. A derrubada de cada tambor penaliza a competidora em cinco segundos acrescidos ao tempo final. O tempo da amazona depende de vários fatores mais comumente associados às condições físicas e mentais do cavalo, às habilidades da competidora e ao tipo de solo.

O juiz tem função de fiscal na modalidade. Após o término da apresentação, se o cavalo apresentar qualquer ferimento proveniente do chicote e ou da espora, a competidora é desclassificada.

Fivela Três Tambores

Fivela Três Tambores

Na sequência, todas participantes devem ser pesadas, junto com o próprio equipamento (sela e manta) da prova. O peso mínimo exigido é de 65 quilos para que a disputa fique equilibrada. São permitidos enchimentos (mantas extras) para completar o peso.

Acredita-se que a primeira competição de Três Tambores ocorreu no Texas com a criação em 1948 do “Girls Rodeo Association”, que em 1981 passou a chamar-se WPRA (Women’s Professional Rodeo Association) com a participação de 70 cowgirls. Elas procuravam espaço para as mulheres nas disputas de rodeio. Hoje, o esporte domina as atividades da maioria das associadas do WPRA, que são atualmente mais 2.300 que competem por milhares de dólares todos os anos com destaque para dois circuitos, o Ram National Circuit Finals Rodeo, em Oklahoma City,  no mês de abril, e o Wrangler National Finals Rodeo, em Las Vegas, no mês de dezembro.

competidoras norte-americana

Atualmente, a competição de Três Tambores está presente na maioria dos rodeios. Na competição, os cavalos não precisam apenas ser rápidos, mas fortes, ágeis e inteligentes. Força e agilidade são necessárias para manobrar na menor distância possível. Um cavalo que consiga manobrar rapidamente e seguir os comandos com precisão, fará a prova em menos tempo.

Três Tambores no Brasil

A modalidade Três Tambores chegou ao Brasil através da ABQM – Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Quarto de Milha. Foi instituída como prova oficial de velocidade, juntamente com as modalidades Seis Balizas e Cinco Tambores.

Em 2003, as competidoras da modalidade resolveram formar a Associação Nacional dos Três Tambores (ANTT) para valorizar o esporte.  Desde 2004, já foram distribuídos mais de R$ 1 milhão em prêmios.

Em 2007, foi fundada a Associação Brasileira de Treinadores de Tambor e Baliza (ABTB)  pelo treinador Abelardo Peixoto  depois de sua estadia em 2002 com a treinadora americana Joyce Hommis. A ABTB foi criada nos mesmos moldes da Associação de Treinadores dos EUA, a BBR (Better Barrel Races).

Outra Associação, a National Barrel Horse Association (NBHA) foi fundada nos EUA em 1982 revolucionando a indústria dos 3 Tambores, criando vários formatos de competições, dividindo por nível amadores, crianças, sênior e profissionais e dando chances para todas as categorias.

A NBHA tem mais de 23.000 membros associados de todas as idades e  afiliados em mais de 12 países incluindo o Brasil.

No Brasil, os principais nomes dos Três Tambores são: Fatiana Ferreira, Caroline Rugolo, Keyla Polizello, Daiane Sudário da Silva, Amanda Thomáz Salvatierra, Fernanda Cavalheiro, Gabriela Zampieri, Nathalia Pompermayer, Kelly Caroline, Clarisse Negrão, Daniela Andreotti, entre outras.  As principais competições são as da ANTT e da ABQM.

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