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Bareback, o estilo mais radical de montaria em cavalos

Esporte
17.04.2015

Bareback é uma montaria a cavalo diferente dos outros estilos, que são Americana e Cutiano. Traduzida literalmente como “em pelo”, ou seja, montaria sem sela, o Bareback se originou de uma forma mais radical de doma. Suas principais características é que sem sela e sem estribos, o competidor deve segurar em uma alça, feita de couro, e por ficar totalmente solto sobre o animal, ele praticamente deita sobre o lombo do cavalo. Trata-se do estilo mais radical de montaria em cavalo.

Assim como na Sela Americana, na saída do brete também deve ser realizado o mark-out para que ele obtenha nota (o competidor deverá ter as rosetas da esporas tocando o cavalo, acima da quebra das paletas, quando as patas dianteiras do animal tocarem o solo em seu primeiro movimento fora do brete).


Os animais usados na modalidade são rigorosamente selecionados, devem pular para frente, sem rodar, exigência que no Cutiano e na Sela Americana não existe. Nos Estados Unidos, os atletas que se tornaram mais conhecidos foram Joe Alexander, Bruce Ford, Marvin Garret e Lan LaJeunesse, Bobby Mote, Will Lowe e Kaycee Feild.

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Legenda: Bruce Ford e Joe Alexander respectivamente.

A introdução dessa modalidade no Brasil é atribuída a João Henrique Gianasi, que aprendeu as técnicas na América do Norte e, de volta ao Brasil, conseguiu colocar o Bareback nas etapas do rodeio universitário. Isto fez com que a modalidade se popularizasse e ganhasse muitos adeptos. A primeira competição oficial foi em 1996, mesmo ano em que ela também foi incorporada à extinta FNRC, chegando às arenas do rodeio profissional. Juntamente com João Henrique, destacaram-se nesta época Hender Marcos Pinto e Petrônio Andrade, que também eram universitários, além de Wilson Martins Araújo, que abraçou as três modalidades do rodeio em cavalos na década de 90.

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Na segunda geração, o destaque foi Eduardo de Melo, o Ringo, que durante anos disputou a hegemonia da modalidade com Luiz Carlos Moreira. Já no início da década passada, começaram a se destacar nomes como André Polaquine e Vitor Baraldi, entre outros tantos que hoje estão entre os melhores do país. Assim como João Henrique e Eduardo Ringo, que deixaram as arenas há quase 10 anos, Luiz Carlos Moreira se tornou grande ícone no esporte.

Luiz Carlos Moreira - campeão Bareback_1024x682 - Cópia

Legenda: Luis Carlos Moreira

Detentor do recorde de ficar 8 anos sem cair de um cavalo, Luizão é referência quando se fala no Bareback, com sete títulos de campeão em Barretos, quatro vezes campeão Top Team, além da coleção de títulos nas maiores festas do país e também conquistas internacionais nos Estados Unidos, Canadá e África.

Luizão se afastou das arenas após um acidente nos EUA, em que o cavalo que se apresentava, após os 8 segundos, caiu com ele na arena e o fez bater com a cabeça no chão. A alta gravidade do acidente o deixou 16 dias em coma, 32 internado e mais 36 dias numa clínica de reabilitação nos EUA, retornando ao Brasil em setembro de 2013.

Atualmente, o campeão de Barretos é o competidor Leandro Medeiros, de Terra Roxa/SP. Ele montou o cavalo Bad Angel, da Companhia Pro Horse, obtendo um total de 161 pontos, e recebendo R$ 10.000,00 em prêmio.

O mineiro Gustavo Ribeiro Cyrino, de Guaxupé/MG, ao montar o cavalo Big Gun, da Companhia Pro Horse,  ficou em segundo lugar.  E Tiago Alcantra, de São José dos Campos/SP, montou a égua Chilena, da Companhia Pro Horse, e obteve a terceira colocação.

Leandro Medeiros Bareback

Legenda: Leandro Medeiros

Equipamentos necessários

Sedém – Deve ser feito de material macio (lã ou algodão) e não pode conter acessórios que provoquem lesões físicas no animal. O comprimento total máximo permitido da correia é de 1,70 metros.

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Espora – É permitido somente o uso da espora padrão (com pontas arredondadas, não pode ser travada). A espora em hipótese alguma deve ser artifício que provoque lesões físicas no animal.

Luva – É permitido somente o uso de resina seca. O uso de cola ou qualquer outra substância na luva é ilegal.

Baixeiro – Será obrigatório o uso de baixeiro compatível.

Julgamento

Para as notas, o juiz considera o estilo do cowboy, o grau de dificuldade imposto pelo animal e as demais regras que regem a montaria.

A pontuação é o sistema de notas e pontos corridos (0 a 100). O julgamento é padrão, devendo ser adotado por todos os juízes. O juiz não poderá ficar com o cronômetro e nem com as notas na mão: terá que ser usada uma prancheta para passar as notas. A nota deverá ser contada somente no final da montaria. O peão tem direito a outro animal se o escolhido não pular.

Uniforme

O peão deve usar botas, chapéu, camisa de manga longa, cinto em couro e fivela.

Penalidade

O fiscal de brete deve, obrigatoriamente, fazer a verificação de todos os equipamentos. Entretanto, os profissionais de arena e de brete, tais como juízes, tropeiros e diretores, também são responsáveis, podendo apreender qualquer equipamento que julgarem suspeitos ou anormais, para análise após o rodeio.

É considerado “apelo”, quando o peão usar o outro braço para facilitar a seu domínio sobre o animal como também cerca ou brete.

Cursos

Para cursos de Bareback, entre em contato com a ProHorse Rodeo, entidade dirigida por Henrique Prata e Leandro Baldissera que objetiva fomentar as modalidades Bareback e Sela Americana no Brasil com capacitação de atleta, organizações de competições e encontrar bons animais. Em 2009, trouxe dos Estados Unidos um lote de 43 animais, com uma linhagem específica para o rodeio

 

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